Jasmineiro-do-monte [Jasminum fruticans]

Jasmineiro-do-monte [Jasminum fruticans]2017-06-26T16:11:43+00:00

Project Description

De aspeto delicado, o Jasmineiro-do-monte ou Giestó (Jasminum fruticans) é um arbusto da região mediterrânica que surge em zonas abertas, em sebes e orlas de bosques e matagais. Pode ser encontrado em diferentes tipos de substratos, abrangendo os pedregosos, onde muitas vezes serve de abrigo a espécies cinegéticas. Pertence à família Oleaceæ, da qual fazem parte muitas espécies de interesse alimentar (Oliveira), madeireiro (Freixo) ou ornamental (jasmins, ligustros e lilaseiros).

O seu porte pode alcançar os 3m e apresenta caules quadrangulares e nervurados, de casca lisa em tons verdes acinzentados. As folhas dispõem-se esparsamente ao longo dos caules e de forma alternada. De aspeto brilhante e ligeiramente coriáceas, podem apresentar entre 1 a 3 folíolos oblongos com cerca de 2cm. As flores, hermafroditas, pequenas e de cor amarela são perfumadas e reúnem-se em cimeiras terminais ou axilares, com 1 a 5 flores, que florescem entre Março e Julho. Os seus frutos são pequenas bagas globosas, negras e brilhantes.

O nome genérico Jasminum é uma derivação latina do nome persa yāsamīn. Por sua vez, o restritivo específico fruticans aponta o seu porte arbustivo que, aliado à pouca necessidade de cuidados, lhe confere uma boa apetência como planta ornamental, sobretudo na execução de sebes e maciços.

Ainda que o seu perfume não seja tão exuberante como o dos jasmins de jardim ele é suficientemente aromático e atrativo para ser usado em perfumaria.

Tal como outros jasmins, também o Jasmineiro-do-monte apresenta propriedades que o fazem ser usado na medicina popular. Na Turquia, os seus ramos são usados na preparação de uma substância para o tratamento de doenças causadas por parasitas. Este uso popular foi recentemente validado cientificamente como tendo real capacidade anti-helmíntica.

Texto: Mariana Marques dos Santos | Foto: Javier Martin (Creative Commons)

Bibliografia:
CALIFORNIA PLANT NAMES: Latin and Greek Meanings and Derivations a Dictionary of Botanical and Biographical Etymology (http://www.calflora.net/botanicalnames/index.html).
CASTROVIEJO, S. et al. (1986-2009) – Flora Ibérica – Plantas Vasculares de la Península Ibérica e Islas Baleares. Vol XI. Real Jardín Botánico, C.S.I.C., Madrid.
FLETCHER, N. (2007) – Mediterranean Wild Flowers. Dorling Kindersley. London.
KOZAN, E.; KÜPELI, E.; YESILADA, E. (2006) – Evaluation of some plants used in Turkish folk medicine against parasitic infections for their in vivo anthelmintic activity. Journal of Ethnopharmacology 108(2):211-6
PEDRO, J. G.; SANTOS, I.S. (2010) – Flores da Arrábida. Assírio & Alvim. Lisboa.
PESSOA, F.S.; PINTO, J.R.; ALEXANDRE, J.R. (2004) – Plantas do Algarve com interesse ornamental. Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Algarve e Edições Afrontamento.

Características

  • Altura: Até 3m de altura.

  • Fruto: Bagas globosas, negras e brilhantes.

  • Habitat: Característico da região mediterrânica, surge em zonas abertas, em sebes e orlas de bosques e matagais. Pode ser encontrado em diferentes tipos de substratos, abrangendo os pedregosos, onde muitas vezes serve de abrigo a espécies cinegéticas.

A carregar entidades...