quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

As nossas árvores já estão a caminho!

Mais uma vez o FUTURO – projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto - conta com o apoio imprescindível da Transportadora Luís Simões. Pelo terceiro ano consecutivo, a Luís Simões transporta as pequenas plantas nativas nos viveiros dos Estado (Alcácer do Sal e Sabugal) até à nossa região. Deste modo é possível poupar recursos económicos e evitar a multiplicação de emissões de carbono que aconteceria caso cada município fizesse o seu transporte individualmente. Os carvalhos, sobreiros, freixos, cerejeiras, azereiros e outras, num total de 27 espécies, já estão sobre rodas!

Este ano, o FUTURO conta ainda com a preciosa colaboração da Direção Regional da Agricultura e Pescas do Norte, que acedeu a ser a plataforma de receção das árvores, armazenamento e seu acondicionamento para serem entregues a cada município parceiro e chegarem ao seu destino final.

O FUTURO voltou este ano a ser a candidatura de maior mérito no Programa Nacional Floresta Comum e, consequentemente, vai receber as 23.759 árvores necessárias para continuar a (re)arborizar a região. As áreas de intervenção abrangem parcelas em serra ou áreas ribeirinhas em 16 municípios da AMP.
Um profundo agradecimento a todos.

quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

Estreia do FUTURO no Parque das Ribeiras do Uíma

No passado dia 9 de novembro um grupo de 33 voluntários esteve no Parque das Ribeiras do Uíma para plantar árvores nativas e conhecer mais a fundo aquela área integrada na Rede de Sítios Metropolitanos e que agora integra também as áreas de intervenção do FUTURO – projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto.

Nos dias anteriores ao dia da plantação, as equipas do CRE.Porto e da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, sempre debaixo de chuva, andaram numa intensa atividade para que a área estivesse devidamente preparada para receber as novas árvores. E no dia D - Domingo :) - lá estava uma boa equipa de voluntários constituída pelos Escuteiros de Fiães, pela associação Idiotas e por voluntários já veteranos do FUTURO. O grupo foi recebido pelo Presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa. Acompanharam igualmente as atividades o Vereador de Ambiente, Vítor Marques, e o Presidente da Junta de Fiães, António Ribeiro.

Foram plantadas 168 árvores (medronheiro, lódão- bastardo, pilriteiro, freixo, carvalho-alvarinho, ulmeiro). A meta de 325 árvores definida não pôde ser atingida porque a chuva intensa dos dias anteriores inundou uma das áreas nas quais estava planeado plantar.

Após a plantação houve tempo para aprender a fazer estacas de salgueiro e de sabugueiro, visitar a área onde estão em demonstração e teste várias técnicas de engenharia natural para estabilização de margens ribeirinhas, bem como percorrer o passadiço que nos permite acompanhar as margens do rio.

Obrigada a tod@s! Veja as FOTOS.

Esta atividade foi desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, sendo organizada pelo CRE.Porto em colaboração com a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e a Junta de Freguesia de Fiães. As árvores (todas nativas) são fornecidas pelo Projeto Floresta Comum. É cofinanciada pelo ON.2.

terça-feira, 18 de Novembro de 2014

Sementeira de plantas nativas do FUTURO no Viveiro do Porto

O Viveiro Municipal do Porto será durante os próximos 18 meses, o espaço onde vão germinar e crescer muitas das árvores do FUTURO. Carvalhos, castanheiros, bétulas, cerejeiras, azevinhos, medronheiros, azereiros, sobreiros, entre outras espécies nativas da flora da região (num total de 14), serão semeados esta semana. As 10.000 árvores e arbustos produzidos irão ser posteriormente plantados no âmbito do FUTURO – projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto.

A participação da Câmara Municipal do Porto no FUTURO não é nova mas aprofunda-se agora com a instalação desta área de viveiro de espécies de árvores e arbustos nativos no Viveiro Municipal, através de um acordo de colaboração que  prevê a cedência de 250 m² de área em estufa e 400 m² de área em canteiro exterior, bem como colaboração dos operacionais da autarquia em atividades de preparação da sementeira, repicagem, monda, plantação e rega regular. Colaboram ainda na instalação deste viveiro de plantas nativas o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, que apoia com conhecimento técnico específico sobre sementeira de espécies florestais autóctones (merece um agradecimento especial o Engº Luís Côrte-Real),  a Lipor – Serviço Intermunicipalizado de Tratamento de Resíduos da Região Porto, que cedeu a esta iniciativa 3,5 toneladas de composto Nutrimais, a Área Metropolitana do Porto, parceiro principal do projeto, e a CCDR-N que reconheceu o mérito da iniciativa com o cofinanciamento através do programa ON.2. A iniciativa é promovida pela Universidade Católica Portuguesa, no contexto do CRE.Porto.

A finalidade do FUTURO é rearborizar áreas que necessitam de reconversão com cerca de 100.000 árvores de espécies nativas, com a participação das entidades competentes e seus profissionais, ao mesmo tempo que se criam condições para que os cidadãos possam formar-se e envolver-se ativamente na criação e manutenção das florestas urbanas. O território de intervenção estende-se pelos 17 municípios da Área Metropolitana do Porto (Arouca, Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Oliveira de Azeméis, Paredes, Porto, Póvoa de Varzim, São João da Madeira, Santa Maria da Feira, Santo Tirso, Trofa, Valongo, Vale de Cambra, Vila Nova de Gaia, Vila do Conde). Até ao momento foram plantadas, mantidas e monitorizadas 34.139 árvores nativas em várias parcelas dispersas por vários municípios, com a colaboração de 37 instituições, 6.083 participações voluntárias individuais e 16.083 horas de voluntariado oferecidas pelos cidadãos da região. O projeto arrancou em outubro 2011 e estende-se até 2016. 

segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

Árvores com história: Castanheiro [Castanea sativa]

Texto: Rubim Almeida* | Foto: Marta Pinto
O castanheiro é uma planta de folha caduca pertencente à mesma família de carvalhos e faias (FAGACEAE).

É uma espécie arbórea capital associada à actividade humana. As suas magníficas proporções e os seus múltiplos usos tornam o castanheiro numa das mais importantes plantas culturais da história e do tempo.

Ainda que a sua origem geográfica continue a ser debatida, criou-se o mito de que teriam sido os Romanos a introduzir esta espécie, bem como o seu cultivo. Contudo, os registos polínicos (ainda que pobres em certos casso) demonstram que há cerca de 7.000 anos já os castanheiros se encontravam bem presentes na flora do Noroeste da Península Ibérica. E se quisermos recuar ainda mais no tempo, é possível afirmar que Castanea sativa terá chegado à Península Ibérica ainda durante o período Neogénico, vindo da Ásia, podendo hoje afirmar-se (de forma provocativa) que esta espécie possui um carácter autóctone.

Ainda que não existam dados sobre quando se terá sido iniciado o cultivo sistemático da espécie, é muito possível que tenham sido os Romanos a introduzir essa noção de “fileira”, de “cultura”. A produção de frutos ter-se-á desenvolvido posteriormente podendo ser associada às estruturas e necessidades socioeconómicas dos tempos medievais.

sexta-feira, 7 de Novembro de 2014

O FUTURO vai às Escolas!

A partir de dia 24 de Novembro e até Abril de 2015, o FUTURO irá estar na estrada, em digressão pelos municípios da Área Metropolitana do Porto, com a iniciativa piloto “O FUTURO vai às Escolas”. Vamos estar em 10 municípios, num total de 47 escolas. Com atividades adequadas aos diferentes ciclos de ensino, vamos levar o tema das florestas nativas e da sua conservação a 150 professores e 2.360 alunos entre os 6 e os 18 anos de idade.

Esta iniciativa desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, é promovida pelo CRE.Porto. A componente formativa é assegurada pela Universidade Católica Portuguesa (Porto). É cofinanciada pelo ON.2.

quarta-feira, 5 de Novembro de 2014

Detalhes da ação em Santa Maria da Feira (Fiães/Lobão)

Data | Domingo, 9 de novembro de 2014
Horário | 9h15-12h30
Hora e local de encontro dos participantes | 9h15, Parque das Ribeiras do Uima, Rua Principal, EN326, Fiães (parque de estacionamento próximo da ETAR) | Coordenadas geográficas | 40.995415,-8.511057
Recomendações especiais para os voluntários | Calçado adequado (botas ou galochas) e vestuário confortável e adaptado às condições climatéricas; água e lanche (se entenderem); luvas; e sacho/enxada (se tiverem).

Descrição da atividade | A nossa meta é plantar 325 árvores nativas no Parque das Ribeiras do Uíma (Lobão/Fiães), uma belíssima área ribeirinha que tem vindo a ser recuperada pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. Além da plantação de árvores haverá momentos para contemplar e interpretar a paisagem, a flora e a fauna e tomar contacto com algumas técnicas de engenharia natural. Para adensar e diversificar o coberto arbóreo e arbustivo da área (área envolvente à ETAR e Açude da Preta) vamos plantar lódãos-bastardos, carvalhos-alvarinhos, pilriteiros, freixos, entre outras espécies.

[Quer plantar? Inscreva-se aqui]

Esta atividade desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, é organizada pelo CRE.Porto em colaboração com a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e a Junta de Freguesia de Fiães. Colabora a Associação Idiotas. As árvores (todas nativas) são fornecidas pelo Projeto Floresta Comum. É cofinanciada pelo ON.2.

segunda-feira, 3 de Novembro de 2014

Árvores com história: Amieiro [Alnus glutinosa]

Texto: Rubim Almeida* | Foto: Marta Pinto
Ainda que a referência mais antiga que conhecemos nos remeta para o Séc. XIII, desconhecemos a origem da palavra “amieiro”, que poderia estar relacionada com um termo celta, uma raiz celta relacionada com ”águas correntes”, aludindo à preferência destas árvores por esse tipo de águas. Seja como for, o nome amieiro não parece encontrar-se relacionado com o nome latino Alnus, nome científico do género, que deu origem aos termos como Aliso (Espanhol), Aune (francês), Erle (Alemão) ou Alder (inglês).

A sua área natural é a da Europa mas estende-se a toda a região temperada do Hemisfério Norte (incluindo Ásia e o extremo Noroeste de África).

Trata-se de um género com mais de 30 espécies, que em Portugal se encontra representado pela espécie Alnus glutinosa (L.) Gaertn., a qual se descreve em continuação.



CONVITE | “O rio Leça e a vegetação: conhecer, cuidar e plantar”

Para celebrar a Floresta Autóctone, no próximo dia 22 de novembro vai decorrer mais uma oficina do FUTURO na Jardiland Maia. A ação tem como objetivo dar a conhecer o rio Leça e as suas dinâmicas e a influência que a vegetação ripícola tem sob os serviços ambientais e promoção da biodiversidade. Os participantes terão também oportunidade de colaborar no cuidado das suas margens e de descobrir as espécies nativas que lá habitam. A componente prática também incluiu a plantação de árvores nativas. Quem nos vai “guiar” nessa manhã vai ser o Eng. Artur Branco, técnico do Município da Maia, que partilhará connosco o seu conhecimento e experiência. Participe!

A 23 de novembro celebra-se, na Península Ibérica, o Dia da Floresta Autóctone. Na Área Metropolitana do Porto, e dando continuidade ao FUTURO - projeto das 100.000 árvores, serão organizadas diversas iniciativas nesse dia.

Detalhes & inscrições. (Enviaremos recomendações, coordenadas geográficas exatas e outras informações úteis para o seu e-mail)

Esta atividade desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, é promovida pelo CRE.Porto em colaboração com a Câmara Municipal da Maia e em parceira com a Jardiland Maia. Participa um grupo da AMO – Portugal. As árvores (todas nativas) são fornecidas pelo Projeto Floresta Comum. É cofinanciada pelo ON.2.

sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

CONVITE | Plantação na Serra da Santa Justa, Valongo

No próximo dia 22 de novembro, aproveitando para antecipadamente celebrar o Dia da Floresta Autóctone, vai decorrer uma grande ação do FUTURO em Valongo, no Monte de Santa Justa.

Esta é uma nova área de intervenção no âmbito do FUTURO, na qual ainda convivem eucaliptos, acácias e háqueas-picantes (espécies invasoras). Depois de uma ação de limpeza desta área – em curso - iremos começar a tentar ganhar espaço para a floresta nativa com a plantação de 2.000 árvores nativas (sobreiros, carvalhos e medronheiros) e posterior manutenção desta área.

Assim, convidamos todos a participar na plantação destas 2.000 árvores que vão ajudar a mudar a face do Monte de Santa Justa. Vai ser um grande dia!

Detalhes & inscrições. (Enviaremos recomendações, coordenadas geográficas exatas e outras informações úteis para o seu e-mail)

A 23 de novembro celebra-se, na Península Ibérica, o Dia da Floresta Autóctone. Na Área Metropolitana do Porto, e dando continuidade ao FUTURO - projeto das 100.000 árvores, serão organizadas diversas iniciativas nesse dia. 

Esta atividade desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto e da campanha nacional "Florestar Portugal", é organizada pelo CRE.Porto e Câmara Municipal de Valongo. Colabora a Quercus-Porto e a AMO Portugal. As árvores (todas nativas) são fornecidas pelo Projeto Floresta Comum. É cofinanciada pelo ON.2.

CONVITE | Cuidado das árvores nativas na Sardoeira, Trofa

No próximo dia 22 de novembro, aproveitando para antecipadamente celebrar o Dia da Floresta Autóctone, vai decorrer uma ação do FUTURO na Sardoeira, Trofa para avaliar o estado das árvores nativas da área, adensar parcelas com mais algumas dezenas plantas nativas (substituição de árvores mortas) e retirar a vegetação que esteja a abafar pequenas árvores (limpeza de varas de eucaliptos).

Desde o arranque do FUTURO que a área da Sardoeira recebeu cerca de 7.000 árvores nativas.
Os Amigos e Curadores da Floresta têm realizado várias ações para cuidar dessas árvores e agora está na hora de fazer uma nova “visita” ao bosque que começa a formar-se nesta área. A manhã promete… Participe!

A 23 de novembro celebra-se, na Península Ibérica, o Dia da Floresta Autóctone. Na Área Metropolitana do Porto, e dando continuidade ao FUTURO - projeto das 100.000 árvores, serão organizadas diversas iniciativas nesse dia.

Detalhes & inscrições. (Enviaremos recomendações, coordenadas geográficas exatas e outras informações úteis para o seu e-mail)

Esta atividade desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, é promovida pelo CRE.Porto em colaboração com a Câmara Municipal da Trofa e a ASVA – Associação de Silvicultores do Vale do Ave. Participa a AMO – Portugal e a APVC - Associação para a Proteção do Vale do Coronado. As árvores (todas nativas) são fornecidas pelo Projeto Floresta Comum. É cofinanciada pelo ON.2.