quinta-feira, 16 de abril de 2015

Plantar em casa

Há gente com sorte. Que vive em freguesias com qualidade de vida, com espaços florestais cuidados, com ecomuseus e parques verdes. É o caso de quem vive em S. Pedro de Rates. No passado dia 20 de março cerca de 30 crianças das escolas desta freguesia da Póvoa de Varzim foram plantar em casa, no Parque Verde, que assim se tornou ainda mais seu. Cerca de 60 carvalhos-alvarinhos, pinheiros mansos e pilriteiros, devidamente etiquetados com os seus nomes, para a posteridade. Uma excelente forma de celebrar a entrada na Primavera!

FOTOS

Esta atividade foi desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, organizada pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim e Junta de Freguesia de Rates, com o apoio do CRE.Porto. As árvores (todas nativas) são fornecidas pelo Projeto Floresta Comum. É cofinanciada pelo ON.2.

Escola Secundária de Alfena a cuidar da Ribeira de Tabãos



No dia 19 de Março, algumas semanas após a visita do “FUTURO vai às escolas” ao agrupamento de escola de Alfena o professor António Gomes reuniu 62 alunos do 7º ao 11ºano e deslocaram-se à ribeira de Tabãos (Alfena-Valongo), uma parcela de terreno florestal, adotada pela escola, para realizar uma ação de manutenção dos carvalhos, sobreiros e azevinhos, plantados no ano anterior. Além da ação de manutenção também foram plantados mais 8 carvalhos, para substituir os que não sobreviveram da plantação do ano passado. Apesar de esta parcela não fazer parte do FUTURO, esta ação merece o nosso destaque e os nossos parabéns. É fundamental passar das intenções e das palavras ao actos! Esta iniciativa teve o apoio logístico da Junta de Freguesia de Alfena. Um grande bem haja a todos! FOTOS

terça-feira, 14 de abril de 2015

Um dia com árvores

No dia 28 de Março abriram-se oficialmente as Rotas das Árvores e Florestas da Área Metropolitana do Porto, integradas no FUTURO – projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto. O primeiro programa (ver convite), de um conjunto de dez, contou com 49 participantes e a viagem teve como primeira paragem o Parque de Avioso, na Maia. Neste parque urbano, o Eng. Artur Branco, do município, fez uma breve abordagem à forma de gestão do parque e identificou vários aspetos do mesmo, referenciando a existência de espaços de lazer para os visitantes e espaços onde a Natureza, com o seu tempo e a ajuda do FUTURO, vai tomando as formas de uma floresta, onde prevalecem as espécies nativas e onde vários animais podem encontrar um ponto de abrigo (avistamos um coelho!).

Foi neste parque que se seguiu o maior desafio da tarde: subir a uma árvore! E como neste fim-de-semana se celebrava o Dia Internacional de Subir às Árvores, foram vários os aventureiros e destemidos que quiseram experimentar a oportunidade de ver aquilo que um pássaro vê, do cimo de um belo sobreiro. E como a coragem não se mede aos palmos a maioria dos corajosos foram crianças e adolescentes, e enquanto estes subiam, os pais registavam o momento, dando uma mãozinha, pois a subida não era fácil! Esta atividade, teve a preciosa ajuda do Eng. Daniel Magalhães das Cirurgias Urbanas que assegurou que todos saíssem ilesos desta experiência radical! Entretanto, não deixamos o Parque de Avioso para trás, sem antes subir à torre e conhecer um lindo e corpulento sapo comum (Bufo bufo) que mostrou como se trepa a uma árvore e fez a delícia de todos. Apesar das muitas meninas, faltou a princesa para quebrar o feitiço!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Árvores com história: Ulmeiro [Ulmus minor]

Texto: Rubim Almeida* | Foto: Marta Pinto

"Quando Joana Carda riscou o chão com a vara de negrilho, todos os cães de Cerbère começaram a ladrar…” (José Saramago, 1994). Assim começa a “Jangada de Pedra” do nosso Nobel da literatura, dando relevo a uma árvore outrora muito comum e que hoje vai rareando.

Conhecida entre nós como “Avelaneira-brava”, “Lamegueiro”, “Mosqueiro”, “Negrilho”, “Olmeiro”, “Olmo”, “Ulmeiro-das-folhas-lisas”, “Ulmeiro” e “Ulmo” falamos de uma espécie cuja origem gera alguma controvérsia. Para uns trata-se de uma espécie autóctone, que em tempos se estendeu a todo o país (sobretudo no Norte), para outros de um arqueófito (espécie que terá sido introduzida numa época anterior aos Descobrimentos, possivelmente ainda na proto-história, no milénio I a.C.).


terça-feira, 7 de abril de 2015

CONVITE | Rotas | Árvores e o Turismo | 26 de abril


Percursos pedestres por territórios do lobo ibérico, a floresta da Serra da Freita, aldeias abandonadas e enormes cascatas. Festival Gastronómico da Vitela da Raça Arouquesa. E ainda... aprender a potenciar o turismo de natureza.

Este é o desafio para o dia 26 de abril (domingo, 07h30-18h00), integrado nas Rotas das Árvores e Florestas na Área Metropolitana do Porto. Inscrições já abertas, gratuitas e limitadas. Transporte assegurado a partir do Porto.

Vamos acordar cedo e rumar a Vale de Cambra, para explorar a Serra da Freita e as suas florestas de montanha e ribeirinha, bem como os matos coloridos de giesta, urze e carqueja (que vão do amarelo ao rosa), e descobrir assim todo o potencial da Área Metropolitana do Porto em termos de turismo de natureza. Na aldeia típica da Lomba, onde os pastores avistaram recentemente o lobo, vamos percorrer veredas entre sobreiros, carvalhos e medronheiros até às aldeias abandonadas das Porqueiras e das Berlengas. A caminhada não será muito longa mas a dificuldade é média, com uma duração de 3h (incluindo paragens). Contudo o esforço será recompensado pela paisagem, que inclui cascatas e rios límpidos onde apetece mergulhar (não esquecer o fato-de-banho!).

Para recuperar energias iremos até ao Parque da Cidade, participar no Festival Gastronómico da Vitela da Raça Arouquesa (o almoço será por conta de cada um, mas terá mesa reservada).

De tarde rumamos à Barragem Eng. Duarte Pacheco, outros dos segredos "verdes" bem guardados deste Concelho (por enquanto!). Iremos percorrer o canal de rega de Santa Cruz (faz lembrar as levadas da Madeira) com os seus muros de pedra cobertos de tapetes de musgos e ladeado por carvalhos, loureiros, amieiros, salgueiros e mirtilos selvagens. Nas verdejantes margens do Caima e junto a antigos moinhos iremos conversar com Nuno Gomes (biólogo, ambientalista e criador de eco-soluções) sobre os serviços dos ecossistemas, a biodiversidade e o seu potencial para o turismo de natureza.

No final do dia saberemos porque Vale de Cambra é conhecido por "O Vale Mágico".

Detalhes & inscrições. (Após a sua inscrição enviaremos recomendações, indicação do ponto de encontro e outras informações úteis para o seu e-mail)

Esta atividade desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto é organizada pela Câmara Municipal de Vale de Cambra e o CRE.Porto, como o apoio de Bluemater. É cofinanciada pelo ON.2.

segunda-feira, 30 de março de 2015

CONVITE | Rotas | Árvores e o Património | 18 de abril

Árvores monumentais e árvores que valorizam monumentos. Fazer um picnic num carvalhal e abraçar uma árvore com 200 anos. Visitar quintas históricas com camélias e sobreiros. Explorar um castro que é monumento nacional. E ainda... "sujar as mãos" e aprender a cuidar da floresta. 

Este é o desafio para o dia 18 de abril (sábado, 08h00-20h00), integrado nas Rotas das Árvores e Florestas na Área Metropolitana do Porto. Inscrições já abertas, gratuitas e limitadas. Transporte assegurado a partir do Porto.

Nesta manhã vamos cuidar de mais uma parcela da floresta no Monte Padrão, em Santo Tirso, onde iniciamos plantações em 2011. Estaremos em plena Zona Especial de Proteção do Castro, classificado como monumento nacional e que terá sido fundado no século IX a.C. Terminaremos com uma visita ao Centro Interpretativo do Monte Padrão e piquenique no Carvalhal de Valinhas, uma belíssima área com carvalhos centenários, uma capela com história e mesmo ao lado das Quedas de Fervença (em pleno troço inicial do rio Leça, que nasce no concelho). De tarde vamos visitar quintas históricas com jardins e árvores monumentais, nomeadamente a Casa do Casal e a quinta e Casa de Diniz.
A Casa do Casal situa-se em Refojos de Riba d’Ave. A Casa e Quinta está enquadrada numa zona de bosque, com árvores de interesse botânico e paisagístico, como Carvalhos (Quercus robur), Larício (Larix sp.) entre tantas outras espécies a descobrir. De  realçar também  a importante coleção de camélias.
A Quinta e Casa de Diniz é atravessada pelo Rio Sanguinhedo e pelo Rego de Frades, possuindo um enorme valor paisagístico, nomeadamente pelo porte da estrutura vegetal que apresenta, destacando-se a existência de um núcleo secular de árvores e arbustos de grande porte: Carvalhos (Quercus robur), Pinheiro-manso (Pinus pinea), Faias (Fagus sylvatica) e Camélias (Camellia japonica), entre outros.
Uma forma de assinalar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

Detalhes & inscrições. (Após a sua inscrição enviaremos recomendações, indicação do ponto de encontro e outras informações úteis para o seu e-mail)

Esta atividade desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto é organizada pela Câmara Municipal de Santo Tirso e CRE.Porto. É cofinanciada pelo ON.2.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Um corredor ainda mais ecológico

No passado dia 7 de março, um grupo de 36 Voluntários esteve a plantar na Serra de Santa Justa (Valongo). Desta vez a plantação decorreu nas parcelas do FUTURO que fazem parte do Corredor Ecológico e o propósito foi adensar a área com pilriteiro, sobreiro, bétula, amieiro, salgueiro, freixo e sabugueiro ao longo da área de intervenção.

Apesar do calor e do declive acentuado do terreno, o grupo, composto por plantadores veteranos e por cidadãos que responderam ao nosso recente apelo “Precisamos de ti”, trabalhou animadamente a manhã toda. A sombra dos carvalhos junto ao rio Simão foi uma bênção na hora do descanso ;) Nesse dia - manhã e tarde - plantaram-se 415 árvores nativas.

Muito obrigada a todos os Voluntários e ao Rotary de Clube de Valongo por terem dar o seu tempo à floresta nativa.

Esta atividade foi desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, organizada pela Câmara Municipal de Valongo com o apoio do CRE.Porto. As árvores (todas nativas) são fornecidas pelo Projeto Floresta Comum. É cofinanciada pelo ON.2.

FOTOS Créditos das fotografias: ©2015CRE.Porto, Maria Almeida

quinta-feira, 26 de março de 2015

Quinta do Ribeiro de Colmeias: eucaliptos zero – espécies nativas um

 A Francisca, a Beatriz, a Bianca e a Maria estavam a fazer um trabalho sobre florestas em Gondomar, mas nunca tinham plantado uma árvore. Aceitaram o desafio de ver como “funcionam as coisas no terreno” e no passado dia 28 de fevereiro foram plantar árvores e arbustos na Quinta do Ribeiro de Colmeias, em Foz do Sousa. Juntamente estiveram mais 49 Voluntários, empenhados em não deixar que a chuva, que caia certinha, os demovesse da meta do dia: mais 1.160 árvores e arbustos nativas para esta área do FUTURO.
A escolha das espécies foi feita pela Portucalea e pela equipa de Ambiente do Município de Gondomar e teve em consideração as características das parcelas a plantar. Assim, por exemplo, na zona ribeirinha plantaram-se ripícolas (como o amieiro, freixo e ulmeiro) e no monte, mais exposto, plantou-se medronheiro, aderno e lentisco.

Terminamos os trabalhos mesmo a tempo de apreciarmos o delicioso almoço piquenique que o Município de Gondomar ofereceu aos participantes. Foi um momento descontraído, ao qual se juntou o Vereador de Ambiente, para celebrar o fim da época de plantação nesta área do FUTURO, na qual se plantaram 2.912 árvores nativas.

Muito obrigada a todos os Voluntários do CRE.Porto, da Meia Maratona D´Ouro Run, da APRISOF, da Escola de Jovim, da Escola Secundária de S. Pedro da Cova e do Banco Local de Voluntariado de Gondomar, bem como à equipa de Sapadores Florestais de Gondomar.

FOTOS Créditos das fotografias: ©2015CRE.Porto, Maria Almeida

Esta atividade desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, foi organizada pela Câmara Municipal de Gondomar e CRE.Porto. Colaborou a Portucalea – a Associação Florestal do Grande Porto. As árvores (todas nativas) são fornecidas pelo Projeto Floresta Comum. É cofinanciada pelo ON.2. Esta ação contou com a colaboração da Meia Maratona D´Ouro Run Gondomar, que em 2014 se comprometeu a plantar 2.200 árvores nativas ao abrigo da iniciativa “ 1 inscrição 1 árvore”.

terça-feira, 24 de março de 2015

Lipor planta no Leça

Foto: CM Maia
Em fevereiro de 2012 a Lipor associou-se ao FUTURO e com um grupo de colaboradores foram plantadas 290 árvores numa parcela contígua à Lipor II, na Maia. No entanto, as cheias do rio Leça que aconteceram após a plantação foram muito nefastas para as pequenas plantas. Mais do que a água foi infelizmente a grande quantidade de resíduos transportados pelo rio que se acumularam em cima das plantas e causaram uma grande mortalidade (infelizmente apenas 5% das plantas sobreviveu). Assim, depois da limpeza e preparação recentemente do terreno pela Silvapor no âmbito do FUTURO, a Lipor recupera o tempo perdido e, no próximo dia 28 de março, devolve ao seu terreno as
plantas ripícolas, como o ulmeiro, freixo e sanguinho de água. Desta feita as plantas serão de maior porte (estiveram 3 anos em crescimento no Horto Municipal da Maia).

Além dos colaboradores da Lipor e seus familiares, participarão a Semente, Port’ Ambiente e Citrup que vai estender o convite a alguns dos seus fornecedores locais.

Esta atividade é desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, organizada pela Câmara Municipal da Maia, a LIPOR e o CRE.Porto. As árvores (todas nativas) são fornecidas pelo Projeto Floresta Comum. É cofinanciada pelo ON.2.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Um Rei no Parque das Ribeiras do Uíma

Diz a história que D. Sancho II era o 'Rei Ausente'. Mas nós podemos testemunhar que, no domingo passado (15 março), ele esteve connosco no Parque das Ribeiras do Uíma. Não trouxe a espada, apenas a sachola, e pode ver-se na foto (ao lado) como ele ouve atentamente as nossas explicações sobre como bem plantar uma árvore. Bem, a verdade é que o Artur foi este ano o rei da Viagem Medieval em Terras de Santa Maria e é também um dos ativos elementos do Agrupamento de Escuteiros das Caldas de S. Jorge, que este domingo teve uma tarefa bem árdua pela frente: plantar umas boas dezenas de árvores numa das zonas mais 'duras' do Parque das Ribeiras do Uíma. A Diana - também na foto - foi fantástica: plantou como ninguém, motivou os mais cansados e manteve a sua boa disposição e energia ao longo de toda a manhã. Mas a verdade é que nesta manhã todos trabalharam, os que estavam inscritos na atividade e aqueles que apenas estavam de passagem no sua caminhada matinal e não resistiram a dar uma ajudinha, como a D. Estrela, de Lobão, que agarrou uma enchada e plantou umas quantas árvores com a mesma dedicação com que cuida das suas culturas. Tivémos ainda um trio fantástico: o pai, de 74 anos e a sua filha e neta. Três gerações da mesma família a plantar o FUTURO (adoramos ver)! Nesta atividade colaboraram ainda pessoas ligadas a muitas entidades distintas, que vieram de propósito para nos ajudar. Esteve muito bem representada a Agência Portuguesa do Ambiente, a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, bem como o Projeto Rios, o Agrupamento 790 de Escuteiros de Fiães, a Associação Portuguesa de Reiki - Monte Kurama (Núcleo da Feira) e ainda a revista LeCool Porto. A ação foi aberta pelo Vereador do Ambiente de Santa Maria da Feira, Vitor Marques.

Os 71 Voluntários plantaram mais de 650 árvores (cerejeiras, freixos, azereiros, samoucos, pilriteiros, ulmeiros...) e tem que ser dito que a equipa da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira fez um planeamento e preparação excelente do local! Obrigado a tod@s. É assim que se faz o FUTURO!


Esta atividade é desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, organizada pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e o CRE.Porto. As árvores (todas nativas) são fornecidas pelo Projeto Floresta Comum. É cofinanciada pelo ON.2.

FOTOS. Créditos das fotografias: ©2015CRE.Porto, Ramón Ruiz