quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Sementeira das árvores do FUTURO no Viveiro Municipal do Porto

No dia 19 de novembro iniciamos a Sementeira de Árvores e Arbustos Autóctones do FUTURO no Viveiro Municipal do Porto. Os trabalhos ainda estão em curso mas já temos vários milhares de sementes na terra! Estamos a semear medronheiros, tramazeiras, zelhas, sobreiros, carvalhos-alvarinhos, cerejeiras, azereiros e outras espécies nativas. As cerca de 10.000 plantas esperadas irão ser plantadas em vários municipios do território metropolitano a partir da época de plantação 2015/2016.

Esta nova iniciativa do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto - conta com a colaboração da Câmara Municipal do Porto,  que cede as suas instalações e recursos,do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, que apoia com conhecimento técnico específico sobre sementeira de espécies florestais autóctones (merece um agradecimento especial o Engº Luís Côrte-Real),  a Lipor – Serviço Intermunicipalizado de Tratamento de Resíduos da Região Porto, que cedeu a esta iniciativa 3,5 toneladas de composto Nutrimais, a Área
Metropolitana do Porto, parceiro principal do projeto, e a CCDR-N que reconheceu o mérito da iniciativa com o cofinanciamento através do programa ON.2. A iniciativa é promovida pela Universidade Católica Portuguesa, no contexto do CRE.Porto.

OBRIGADA a todos! 

Espreite as fotos dos trabalhos de sementeira no dia 19 de novembro e da sessão com todos os parceiros no 21 de novembro.

Notícia e filme sobre a iniciativa no site www.porto.pt
Notícia no site da CCDR-N 

O David sem "e" esteve na Sardoeira este sábado


De pequenino é que se planta o pepino. Dos 25 cuidadores de árvores que no sábado passado (22 de novembro) foram proteger a floresta na Sardoeira (Trofa), 5 eram crianças. E fartaram-se de trabalhar! O David, determinado e bem equipado, apresentou-se desde logo todo orgulhoso: "Chamo-me David, sem e". Será que esta chamada de atenção é porque eucalipto se escreve com "e"? Não perguntamos mas achamos que sim. É que o David não lhes deu trégua e passou a manhã toda a cortá-los, com uma ferramenta quase do tamanho dele. E foi mesmo dos últimos a ir-se embora, com ar satisfeito.

Plantámos 285 carvalhos, castanheiros e sobreiros, assinalamos e resguardamos as muitas árvores já plantadas nos últimos anos (que lindas que estão!). E não demos descanso aos eucaliptos!

Obrigado a tod@s! Veja as FOTOS.

Esta ação desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, é promovida pelo CRE.Porto em colaboração com a Câmara Municipal da Trofa e a ASVA – Associação de Silvicultores do Vale do Ave. Participa a AMO – Portugal e a APVC - Associação de Proteção do Vale do Coronado. As árvores (todas nativas) são fornecidas pelo Projeto Floresta Comum. É cofinanciada pelo ON.2.

terça-feira, 25 de Novembro de 2014

CONVITE | Plantação no futuro Parque Fluvial do Leça, Maia

Foto: CM Maia
No próximo sábado de tarde, 29 de novembro, inauguraremos uma nova área do FUTURO, na Maia.

A ação decorre na Travessa Ponte de Alvura, no futuro Parque Fluvial do Leça. Serão plantadas 80 árvores representantes da galeria ripícola da região, de forma a concretizar a reabilitação ecológica do corredor fluvial. Na zona de intervenção será construído o Parque Fluvial do Leça, sendo esta ação de plantação uma das atividades de envolvimento público na Construção do referido Parque Urbano. As espécies selecionadas são o freixo, o sanguinho d'água, o ulmeiro, o amieiro e o salgueiro-negro.

Detalhes & inscrições. (após a sua inscrição enviaremos recomendações, coordenadas geográficas exatas e outras informações úteis para o seu e-mail)

Saiba mais sobre os valores naturais e culturais do Rio Leça no site dos Rios Metropolitanos.

Esta atividade desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, é promovida pelo CRE.Porto em colaboração com a Câmara Municipal da Maia. As árvores (todas nativas) são provenientes do programa Floresta Comum e do Horto Municipal da Maia. É cofinanciada pelo ON.2.

CONVITE | Manutenção no Monte Padrão, Santo Tirso

No próximo sábado de manhã, 29 de novembro, regressaremos ao Monte Padrão. Foi aí que começamos as nossas plantações a 29 de outubro de 2011 e temos um especial carinho por esta área onde já se pode ver uma pequena floresta a crescer.

Nessa manhã vamos limpar as caldeiras das pequenas árvores (algumas estão mesmo a precisar) e estacá-las. Haverá ainda a necessidade de susbtituir algumas árvores mortas (retancha). O encontro será no Centro Interpretativo do Monte Padrão, um local ideal para aprender um pouco mais sobre as culturas castreja a romana no Noroeste Peninsular.

Detalhes & inscrições. (após a sua inscrição enviaremos recomendações, coordenadas geográficas exatas e outras informações úteis para o seu e-mail)

Saiba mais sobre os valores naturais e culturais do Monte Padrão no site dos Sítios Metropolitanos.

Esta atividade desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, é promovida pelo CRE.Porto em colaboração com a Câmara Municipal de Santo Tirso e a ASVA – Associação de Silvicultores do Vale do Ave e pela equipa de Sapadores Florestais de Santo Tirso. As árvores (todas nativas) são provenientes do programa Floresta Comum. É cofinanciada pelo ON.2.

segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

Sapadores e operacionais aprendem mais sobre plantas invasoras

No passado dia 13 de novembro 25 técnicos operacionais de manutenção de espaços verdes e sapadores florestais dos municípios de Valongo, Gondomar e Paredes participaram na ação de formação "Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras” organizada no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto.

A ação decorreu no Centro de Interpretação Ambiental de Valongo e estiveram presentes a equipa de sapadores florestais da Associação Florestal do Vale do Sousa, as equipas de manutenção de espaços verdes de Gondomar, dois técnicos da Câmara Municipal de Paredes, a equipa de Sapadores Florestais de Valongo e as equipas de manutenção de espaços verdes do município anfitrião.

Hélia Marchante (Escola Superior Agrária de Coimbra/Instituto Politécnico de Coimbra e Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra), foi a responsável pela a formação teórico-prática de 5 horas e meia, na qual se pretendeu dar a conhecer as plantas invasoras dominantes da região e apresentaram técnicas de controlo adequado. A componente prática incluiu a demonstração e execução de técnicas de controlo de acácias e háquea-picante. FOTOS

Esta formação avançada é desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, e promovida pelo CRE.Porto, Universidade Católica Portuguesa e Área Metropolitana do Porto, em colaboração com a Câmara Municipal de Valongo, a Escola Superior Agrária de Coimbra / Instituto Politécnico de Coimbra e o Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra. É cofinanciada pelo ON.2.

Valongo: venham mais mil!

No sábado, 22 de novembro, a Serra de Santa Justa (Valongo) foi palco de uma enérgica atividade de restauro ecológico. Cerca de 80 voluntários participaram na plantação de 1.148 árvores nativas (carvalho-alvarinho, sobreiro e medronheiro) numa iniciativa de reconversão do coberto vegetal da Serra. Nos dias anteriores à atividade, as acácias e eucaliptos que dominavam totalmente a área foram sendo eliminados pela Silvapor, o nosso parceiro para as operações de instalação, de modo a tentarmos criar condições para que as pequenas árvores autóctones se possam acomodar na área. Sabemos que a manutenção pós-plantação será um desafio mas acreditamos que será possível, passo-a-passo, ir ganhando espaço às plantas invasoras e criando ambientes com mais vida e mais diversidade.

A tarefa no sábado foi árdua: era preciso abrir covas num solo bastante empedrado, sob chuva, em algumas áreas com declive acentuado e com poços à nossa volta. Mas os fantásticos voluntários estiveram mais do que à altura e foram (bem!) plantados 390 sobreiros, 418 carvalhos-alvarinhos e 340 medronheiros. No final do dia ainda houve lugar a um magusto na área do Centro de Interpretação Ambiental.

Esta área de intervenção integra o FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto.

Obrigada a tod@s! Veja as FOTOS.

Esta atividade desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto e da campanha nacional "Florestar Portugal", foi organizada pelo CRE.Porto e Câmara Municipal de Valongo. Colabora a Quercus-Porto e a AMO Portugal. As árvores (todas nativas) são fornecidas pelo Projeto Floresta Comum. É cofinanciada pelo ON.2.

quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

As nossas árvores já estão a caminho!

Mais uma vez o FUTURO – projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto - conta com o apoio imprescindível da Transportadora Luís Simões. Pelo terceiro ano consecutivo, a Luís Simões transporta as pequenas plantas nativas nos viveiros dos Estado (Alcácer do Sal e Sabugal) até à nossa região. Deste modo é possível poupar recursos económicos e evitar a multiplicação de emissões de carbono que aconteceria caso cada município fizesse o seu transporte individualmente. Os carvalhos, sobreiros, freixos, cerejeiras, azereiros e outras, num total de 27 espécies, já estão sobre rodas!

Este ano, o FUTURO conta ainda com a preciosa colaboração da Direção Regional da Agricultura e Pescas do Norte, que acedeu a ser a plataforma de receção das árvores, armazenamento e seu acondicionamento para serem entregues a cada município parceiro e chegarem ao seu destino final.

O FUTURO voltou este ano a ser a candidatura de maior mérito no Programa Nacional Floresta Comum e, consequentemente, vai receber as 23.759 árvores necessárias para continuar a (re)arborizar a região. As áreas de intervenção abrangem parcelas em serra ou áreas ribeirinhas em 16 municípios da AMP.
Um profundo agradecimento a todos.

quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

Estreia do FUTURO no Parque das Ribeiras do Uíma

No passado dia 9 de novembro um grupo de 33 voluntários esteve no Parque das Ribeiras do Uíma para plantar árvores nativas e conhecer mais a fundo aquela área integrada na Rede de Sítios Metropolitanos e que agora integra também as áreas de intervenção do FUTURO – projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto.

Nos dias anteriores ao dia da plantação, as equipas do CRE.Porto e da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, sempre debaixo de chuva, andaram numa intensa atividade para que a área estivesse devidamente preparada para receber as novas árvores. E no dia D - Domingo :) - lá estava uma boa equipa de voluntários constituída pelos Escuteiros de Fiães, pela associação Idiotas e por voluntários já veteranos do FUTURO. O grupo foi recebido pelo Presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa. Acompanharam igualmente as atividades o Vereador de Ambiente, Vítor Marques, e o Presidente da Junta de Fiães, António Ribeiro.

Foram plantadas 168 árvores (medronheiro, lódão- bastardo, pilriteiro, freixo, carvalho-alvarinho, ulmeiro). A meta de 325 árvores definida não pôde ser atingida porque a chuva intensa dos dias anteriores inundou uma das áreas nas quais estava planeado plantar.

Após a plantação houve tempo para aprender a fazer estacas de salgueiro e de sabugueiro, visitar a área onde estão em demonstração e teste várias técnicas de engenharia natural para estabilização de margens ribeirinhas, bem como percorrer o passadiço que nos permite acompanhar as margens do rio.

Obrigada a tod@s! Veja as FOTOS.

Esta atividade foi desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, sendo organizada pelo CRE.Porto em colaboração com a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e a Junta de Freguesia de Fiães. As árvores (todas nativas) são fornecidas pelo Projeto Floresta Comum. É cofinanciada pelo ON.2.

terça-feira, 18 de Novembro de 2014

Sementeira de plantas nativas do FUTURO no Viveiro do Porto

O Viveiro Municipal do Porto será durante os próximos 18 meses, o espaço onde vão germinar e crescer muitas das árvores do FUTURO. Carvalhos, castanheiros, bétulas, cerejeiras, azevinhos, medronheiros, azereiros, sobreiros, entre outras espécies nativas da flora da região (num total de 14), serão semeados esta semana. As 10.000 árvores e arbustos produzidos irão ser posteriormente plantados no âmbito do FUTURO – projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto.

A participação da Câmara Municipal do Porto no FUTURO não é nova mas aprofunda-se agora com a instalação desta área de viveiro de espécies de árvores e arbustos nativos no Viveiro Municipal, através de um acordo de colaboração que  prevê a cedência de 250 m² de área em estufa e 400 m² de área em canteiro exterior, bem como colaboração dos operacionais da autarquia em atividades de preparação da sementeira, repicagem, monda, plantação e rega regular. Colaboram ainda na instalação deste viveiro de plantas nativas o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, que apoia com conhecimento técnico específico sobre sementeira de espécies florestais autóctones (merece um agradecimento especial o Engº Luís Côrte-Real),  a Lipor – Serviço Intermunicipalizado de Tratamento de Resíduos da Região Porto, que cedeu a esta iniciativa 3,5 toneladas de composto Nutrimais, a Área Metropolitana do Porto, parceiro principal do projeto, e a CCDR-N que reconheceu o mérito da iniciativa com o cofinanciamento através do programa ON.2. A iniciativa é promovida pela Universidade Católica Portuguesa, no contexto do CRE.Porto.

A finalidade do FUTURO é rearborizar áreas que necessitam de reconversão com cerca de 100.000 árvores de espécies nativas, com a participação das entidades competentes e seus profissionais, ao mesmo tempo que se criam condições para que os cidadãos possam formar-se e envolver-se ativamente na criação e manutenção das florestas urbanas. O território de intervenção estende-se pelos 17 municípios da Área Metropolitana do Porto (Arouca, Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Oliveira de Azeméis, Paredes, Porto, Póvoa de Varzim, São João da Madeira, Santa Maria da Feira, Santo Tirso, Trofa, Valongo, Vale de Cambra, Vila Nova de Gaia, Vila do Conde). Até ao momento foram plantadas, mantidas e monitorizadas 34.139 árvores nativas em várias parcelas dispersas por vários municípios, com a colaboração de 37 instituições, 6.083 participações voluntárias individuais e 16.083 horas de voluntariado oferecidas pelos cidadãos da região. O projeto arrancou em outubro 2011 e estende-se até 2016. 

segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

Árvores com história: Castanheiro [Castanea sativa]

Texto: Rubim Almeida* | Foto: Marta Pinto
O castanheiro é uma planta de folha caduca pertencente à mesma família de carvalhos e faias (FAGACEAE).

É uma espécie arbórea capital associada à actividade humana. As suas magníficas proporções e os seus múltiplos usos tornam o castanheiro numa das mais importantes plantas culturais da história e do tempo.

Ainda que a sua origem geográfica continue a ser debatida, criou-se o mito de que teriam sido os Romanos a introduzir esta espécie, bem como o seu cultivo. Contudo, os registos polínicos (ainda que pobres em certos casso) demonstram que há cerca de 7.000 anos já os castanheiros se encontravam bem presentes na flora do Noroeste da Península Ibérica. E se quisermos recuar ainda mais no tempo, é possível afirmar que Castanea sativa terá chegado à Península Ibérica ainda durante o período Neogénico, vindo da Ásia, podendo hoje afirmar-se (de forma provocativa) que esta espécie possui um carácter autóctone.

Ainda que não existam dados sobre quando se terá sido iniciado o cultivo sistemático da espécie, é muito possível que tenham sido os Romanos a introduzir essa noção de “fileira”, de “cultura”. A produção de frutos ter-se-á desenvolvido posteriormente podendo ser associada às estruturas e necessidades socioeconómicas dos tempos medievais.